Alice Ruiz, Carolina Maria de Jesus, Clarice Lispector, Conceição Evaristo, Jane Austen

A maternidade é um processo intenso e cheio de percalços. Quem é mãe lida com questões específicas, angústia, alegria e reflexão específica. Algumas autoras trouxeram um pouco de sua vivência materna para as páginas de seus livros. Veja a seguir a história de algumas delas:

ALICE RUIZ – é um dos principais nomes da poesia contemporânea. Nascida em 1946, a poeta começou a escrever ainda criança. Tem uma carreira diversa com a escrita, tendo se dedicado à publicidade, à composição de letras para canções, a traduções e à produção de artigos e haikais. Com o também poeta Paulo Leminski teve três filhos. Ela usava os aprendizados e as emoções para serem vistos em alguns de seus versos, da mesma forma que a vida cotidiana, o amor, os questionamentos humanos e as pequenas alegrias da vida.

CAROLINA MARIA DE JESUS – Nascida em 1914, Carolina de Jesus é conhecida como uma das primeiras escritoras negras a ganhar repercussão no país. Ela viveu grande parte de sua vida em uma favela na zona norte de São Paulo, sustentando seus filhos como catadora de papel. Esse cotidiano é retratado em sua obra mais famosa, “Quarto de despejo: diário de uma favelada”. Escrita em formato de diário, nele, a autora aborda temas como a solidão, a dificuldade da criação de filhos e o desejo de tentar dar às crianças o melhor, com os recursos de que se tem disposição. Também retrata a perspectiva de uma mulher negra nos anos 1950 e como era vista, na época, por não ser casada.

CLARICE LISPECTOR – foi uma das mais destacadas escritoras da terceira fase do modernismo brasileiro, chamada de “Geração de 45”. Recebeu diversos prêmios dentre eles o Prêmio da Fundação Cultural do Distrito Federal e o Prêmio Graça Aranha. Nascida em1920 na cidade ucraniana de Tchetchelnik. Descendente de judeus, desde pequena, Clarice estudou várias línguas (português, francês, hebraico, inglês, iídiche) e teve aulas de piano. Era boa aluna na escola e gostava de escrever poemas. A escritora foi naturalizada brasileira e se declarava pernambucana. Seu nome, Clarice, foi uma das formas que seu pai encontrou de esconder toda sua família quando chegaram ao Brasil.

CONCEIÇÃO EVARISTO – Um dos principais nomes da literatura contemporânea, Conceição Evaristo é poeta, contista, romancista e importante teórica de estudos literários e afro-brasileiros. Suas obras, cuja matéria-prima literária é a vivência das mulheres negras – suas principais protagonistas – são repletas de reflexões acerca das profundas desigualdades raciais brasileiras. Misturando realidade e ficção, seus textos são valorosos retratos do cotidiano, instrumentos de denúncia das opressões raciais e de gênero, mas também se voltam para a recuperação da ancestralidade da negritude brasileira, propositalmente apagada pelos portugueses durante os séculos em que perdurou o tráfico escravista. Nascida em 1946, em Belo Horizonte (MG). Foi a segunda de nove irmãos. Teve a infância e a adolescência marcadas pela miséria, na extinta favela do Pindura Saia na região centro-sul da capital mineira.

Sua estreia na literatura aconteceu no ano de 1990, quando seis de seus poemas foram incluídos no volume 13 da coletânea Cadernos Negros, publicação literária periódica que teve início em 1978, com o intuito de veicular a cultura e a produção escrita afro-brasileira, seja na forma da prosa, sejam na forma da poesia.

JANE AUSTEN – Jane Austen nasceu em 1775, em Steventon, na Inglaterra. Teve pouco tempo de educação formal e terminou os estudos em casa. Começou a escrever textos literários por volta dos doze anos de idade. Mas, em vida, seus livros foram publicados de forma anônima, isto é, sem a identificação de sua autoria. Jane Austen possui uma escrita de transição entre o Romantismo e o Realismo ingleses.

Seus romances são caracterizados pelo tom irônico, além da crítica social. As personagens principais são femininas, e é retratado o universo das mulheres do final do século XVIII e início do XIX.

Apesar de seus livros falarem sobre o amor, o idealismo romântico é atenuado pela frustração amorosa e pelos elementos da cotidiana realidade doméstica da burguesia da época. Assim, entra em discussão o casamento, mas também a dependência das mulheres em relação a ele.

Essas são algumas das mulheres que fizeram história na literatura mundial, e servem não só de inspiração como mulheres, mas como lutadoras do direito da liberdade e dos direitos iguais.

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